O papel do design nas aplicações web

O papel do design nas aplicações web

Ou, o factor visual em aplicações RIA

Segundo a Theresa Neil, co-autora com o Bill Scott do livro Designing Web Interfaces, o design duma aplicação deve saber responder bem a estes 4 princípios:
  1. Application Structure
  2. Screen Design
  3. UI Controls
  4. Interaction Design

Ela fala em maior detalhe sobre estes princípios no artigo da UXmag. Eu não quero competir com ela porque comparado com estes gigantes eu só posso oferecer a minha perspectiva como um humilde curioso nestas matérias, analisando as coisas do lado de fora.

Existem muitas Rich Internet Applications, ou aplicações web, uma que eu uso é o Evernote. É listado pela Theresa Neil como estando numa lista das 50 RIAs com melhor usabilidade. Uso mais a aplicação do Evernote de desktop para lhe acessar mais fácilmente, mas uma vez ou outra já tive de ir ao site e ter a experiência em primeira mão de não só poder maravilhar os olhos com o bom aspecto da interface, como ao mesmo tempo conseguir aceder ou fazer aquilo que quero estando lá.

Os cães quando nascem, têm os olhos e as orelhas fechadas. Ao fim de um dia ou outro as orelhas abrem-se e podem começar a ouvir, e ao fim de uma semana é que finalmente abrem os olhos para ver o mundo. Mas logo desde que nascem já têm o nariz aberto e estão sempre a snifar. O nariz é o sentido mais poderoso que eles têm. O nosso é a visão.

Nós temos uma série de sentidos, o visual, o auditivo, olfactivo, gustativo e táctil. O ser humano funciona muito à base do visual, dos olhos e daquilo que vemos. É por isso que jogos com bons gráficos normalmente vendem bem, as raparigas jeitosas levam com olhares prolongados e as aplicações web conseguem-se tornar uma potencial boa experiência.

Se o design for bonito mas a usabilidade for péssima, estamos mal. Se o design for mau e a usabilidade for boa, estamos também mal. Não há desculpa, uma boa aplicação tem de ter um bom design. Se eu estiver em qualquer aplicação web/RIA e, ou não gostar do layout/design, ou não conseguir fazer aquilo que eu quero, vou ficar igualmente frustrado. Na primeira, porque a aplicação é feia e não me cativa (mesmo que consiga fazer as coisas), e na segunda, porque pode ser bonito mas depois não consigo encontrar aquela opção que está escondida sabe-se lá aonde.

Os 2 componentes, o design e a aplicação, têm de trabalhar em conjunto para poder dar uma boa experiência ao utilizador. Tem de ser bonito, e eficaz. Pode haver uma certa razão na mentalidade de que se a aplicação for boa, o layout pode ser feio desde que se consiga fazer aquilo que se quer, rápidamente e eficientemente. Bem, dum ponto de vista mecânico sim, mas se a aplicação web não apresentar um bom layout, é mais difícil construir um branding, ou marca, agradável aos olhos do utilizador, além do mais que, no futuro, possam aparecer outras aplicações, que façam o mesmo, e sejam mais atractivas.

O design da aplicação deve ser atractivo, mas não exagerado. Normalmente, menos é mais. É claro que também não se deve exagerar com o minimalismo da coisa para não se sacrificar opções de interface preciosas. Nas palavras de Oscar Wilde:

Everything in moderation… even moderation.

Conclusão, eu como curioso e não experiente nesta área, vou dar ênfase a uma aplicação web que seja atractiva, fácil de usar, rápida, que eu não tenha de navegar dum lado para o outro, e na qual eu consiga aceder ou fazer aquilo que quero, sem precisar de perder tempo adicional numa aventura de usabilidade.

Nota: Este artigo foi escrito aqui no TSW por João Paulo.
O João Paulo é artista, designer, marketer, e como se não bastasse a mania de ser um Homem do Renascimento e querer fazer tudo, é também escritor convidado em vários sites importantes, onde escreve sobre design em Portugal, branding, o logotipo, e outros assuntos.

Aproveito para deixar também a minha opinião acerca do artigo do João Paulo.
É claro que as nossas àreas são um pouco diferentes, no entanto elas abraçam-se na questão do design, que como foi falado em cima dificilmente anda separado da funcionaliade numa aplicação de sucesso.
Hoje em dia o design acaba por ser um ponto muito importante em qualquer aplicação, longe o tempo onde uma aplicação DBase funcional era um sucesso, atualmente tudo passa tudo por uma questão de inter-atividade, apresentação visual e funcionalidade (a chamada ux, user experience) onde devemos certamente fazer muita atenção ao padrão e simplicidade visual que iremos entregar com a nossa aplicação, visto que uma forte imagem  pode até vender a aplicação!
p.s. Obrigado ao João Paulo pelo artigo e sua analise “do outro lado” das Ria’s e ja agora deixo a palavra, quem quiser escrever algum artigo esteja à vontade, é só avisar!

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